OMASP · 2026 · 2ª fase

Nível 1 — Ensino Fundamental — Tarde

Alunos

79.220

Questões

20

Média de acertos

5,5

Perfil deste caderno

Voltado a alunos de maior desempenho no Nível 1: média 5,5 em 20. Nenhuma questão teve chute ≥ 0,25. O que se destaca são percentuais baixos e alternativas iguais ao passo do meio da conta.

Panorama das questões

QDiscrim.DificuldadeChute% acertoGab.Observação
011,860,840,1538DRótulo “fácil”; 38%
020,480,620,0043EDiscriminação baixa
031,211,080,0329DA (40%) > D (29%)
040,980,370,1450BÚnica com cerca de metade acertando
051,210,680,1242B
061,230,360,0645ED (43%) ≈ E (45%)
072,521,640,2330D
081,141,510,1028D
091,641,650,0719CE (41%) > C (19%)
102,391,870,1319BC (45%) > B (19%)
113,111,710,1521D
123,381,870,049CE (73%)
133,461,700,0511DB (53%)
141,891,440,2334D
152,331,450,2030A
164,001,940,0812C
172,972,010,2326BC (31%) > B (26%)
184,002,170,1618CD (29%) > C (18%)
194,002,090,2022DE (27%) > D (22%)
203,901,780,2024D

A tabela acima cobre as 20. Abaixo, só os extremos: 4 a melhorar (TRI fraca ou enunciado que puxa para o erro) e 5 que funcionam (o gabarito entra na nota como se espera).

Visualizações

Acertos e nota TRI

Cada vela cobre a amplitude da nota TRI naquele número de acertos (pavio = mínima e máxima; corpo = 1º ao 3º quartil). A linha laranja é a média. Dois alunos com os mesmos acertos podem ter notas diferentes — é isso que a TRI faz.

Acerto por faixa de nota

Cada coluna é um quinto da turma, da nota mais baixa à mais alta. Cor mais escura = mais gente acertou. Uma linha que clareia da esquerda para a direita entra na nota; uma linha quase uniforme quase não separa.

Curva das questões em destaque

Linhas: probabilidade de acerto segundo o modelo 3PL. Pontos: o que se observou em faixas de nota. Tracejado = casos a melhorar; contínuo = casos que funcionam bem.

Quatro casos a melhorar

Não funciona bem aqui quer dizer uma destas coisas: acertar quase não muda quando o nível sobe (a questão pouco entra na nota); a alternativa errada foi a mais marcada (o enunciado puxa para outra leitura); ou o texto/arte admite mais de uma chave.

Q02

Contorno das letras OMASP

Menor contorno = P (gabarito E, ~43%). M ~33%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação é 0,48: marcar P muda pouco quando o nível estimado sobe. A questão pouco entra na nota.
  • O chute é 0 e o gabarito é a moda (~43%), mas M leva um terço da turma. O acerto não separa bem quem está mais alto.
  • Contar material em letra desenhada (curvas do S, se a diagonal conta inteira) pode não ser único. Mesma família da Q02 da Manhã. Malha com lado e diagonal cotados, ou letras só em segmentos retos.

O que a turma marcou

A
8,4%
B
32,6%
C
8,8%
D
7,2%
E
43,0% gab.
Q12

Natação ∩ corrida

15 gostam de natação, 12 de corrida, 8 das duas. Total: 15+12−8 = 19 (gabarito C, ~9%). E = 35 ~73% (somar a interseção em vez de subtrair). D = 27 ~12%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 3,38 é alta e o chute 0,04 é baixo: os ~9% que acertam tendem a estar mais altos. A questão entra na nota. O problema é a moda, não o modelo “morto”.
  • O gabarito não é a moda. Três em quatro marcaram 35.
  • 35 é 15+12+8 (somar tudo). 27 é 15+12 sem o ajuste. Quem subtrai a interseção uma vez marca C. Não oferecer 35, ou perguntar antes por que 15+12 conta os 8 duas vezes. Sem isso, o item mede se a pessoa já viu inclusão-exclusão.

O que a turma marcou

A
3,0%
B
3,5%
C
8,7% gab.
D
11,8%
E
73,0% moda
Q13

Diferença das fatias dos bolos

Fatia SP 250 g, fatia Mercadão 200 g. Diferença: 50 g (gabarito D, ~11%). B = 200 g ~53% — um pedaço, sem subtrair. A = 250 g ~15%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 3,46 é alta: quem chega em 50 g tende a estar mais alto. A questão entra na nota. O problema é o passo do meio.
  • O gabarito não é a moda. Mais da metade marcou 200 g.
  • 200 e 250 são as fatias isoladas. Quem subtrai marca D. Não colocar 200 e 250 como alternativas da diferença, ou pedir cada fatia em itens separados. Mesmo padrão da Q12, neste caderno em dobro.

O que a turma marcou

A
14,6%
B
53,1% moda
C
9,4%
D
11,0% gab.
E
12,0%
Q10

Foguete, um estágio 4 vezes o outro

x + 4x = 2 000 g → x = 400 g (gabarito B, ~19%). C = 500 g ~45% (a metade).

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 2,39 é boa: quem marca 400 tende a estar mais alto. A questão entra na nota. O problema é o ímã “metade”.
  • O gabarito não é a moda. Quase metade marcou 500. Rótulo “fácil” não se confirma (dificuldade 1,87).
  • 500 é dividir 2 000 por 2, ignorando “4 vezes”. Quem monta 5x = 2 000 marca B. Não oferecer 500, ou pedir o estágio pesado (1 600) em outro item.

O que a turma marcou

A
11,9%
B
18,7% gab.
C
45,0% moda
D
13,4%
E
11,0%

Cinco casos que funcionam bem

Bom aqui quer dizer: acertar fica mais provável quando o nível estimado sobe (a questão entra na nota); a maioria que acerta não parece ter chutado; e as alternativas erradas são a mesma conta, pela metade.

Q04

Coleta seletiva, 6º ano

Cinco categorias; o 5º ano já ficou com vidro. Restam 4. P(metal) = 1/4 (gabarito B, ~50%).

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação 0,98: marcar B fica mais provável quando o nível estimado sobe — mudança visível, não brusca. A questão entra na nota.
  • Única deste caderno com cerca de metade acertando. Chute 0,14, abaixo do acaso típico.
  • As erradas são 1/5 (esquecer que o vidro já saiu) ou outro denominador. Quem atualiza o total para 4 marca B. Probabilidade com “já saiu um”, conta direta.

Neste caderno a média foi 5,5/20: 50% aqui já é o item mais acessível. Discriminação perto de 1 é o que se espera quando muita gente acerta.

O que a turma marcou

A
5,5%
B
50,5% gab.
C
15,3%
D
10,3%
E
18,5%
Q11

Número de Zuckerman 816

Divisível pelo produto dos dígitos; produto 48; divisível por 4; termina em 6 → entre 801 e 900 (gabarito D, ~21%).

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação 3,11 (alta): marcar D fica bem mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota com peso.
  • A e B (~30% cada) são faixas vizinhas; quem fecha as três condições vai a D.
  • Quem usa só “termina em 6” ou só “divisível por 4” cai no intervalo ao lado. Percentual 21% é olimpíada no médio; o modelo ainda separa.

O que a turma marcou

A
29,6%
B
31,1% moda
C
12,2%
D
20,8% gab.
E
6,4%
Q16

Maior esfênico de 2 algarismos ÷6

Produto de exatamente três primos distintos e divisível por 6: 2×3×13 = 78 (gabarito C, ~12%). Alternativas: 42, 66, 78, 90, 96.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação no máximo (4,00), chute 0,08 (baixo): marcar 78 fica bem mais provável quando o nível estimado sobe, e o modelo não trata isso como sorte. A questão entra na nota com peso.
  • 42, 66, 90 e 96 são “quase” o mesmo tipo de número (falta um primo distinto, ou tem fator repetido). Quem aplica a definição até o maior de dois algarismos marca C. Percentual 12% é difícil de olimpíada; quem acerta é quem o modelo estima mais alto.

O que a turma marcou

A
26,3% moda
B
25,7%
C
12,0% gab.
D
15,2%
E
20,9%
Q01

1 em cada 5 → 20%

1 em cada 5 = 20% (gabarito D, ~38%). B = 5% (o “5” do enunciado) ~20%.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação 1,86: marcar 20% fica mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • O gabarito é a moda (~38%).
  • 5% copia o 5 do texto. Quem transforma a fração marca D; quem lê o número solto marca B. Rótulo “fácil”; neste público 38% é o que se viu. Ainda assim a TRI separa, e o erro é o de fração → porcentagem.

O que a turma marcou

A
7,1%
B
19,9%
C
18,0%
D
38,2% gab.
E
16,8%
Q07

Ângulos do botão da guitarra

Triângulo isósceles, menor ângulo 56°, os outros dois iguais. (180−56)/2 = 62° (gabarito D, ~30%). Alternativas: 17°, 34°, 60°, 62°, 68°.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação 2,52: marcar 62° fica mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • O gabarito é a moda (~30%). 60° (~24%) é o equilátero.
  • 68° é 180−56−56 (tratar 56° como um dos iguais). Quem usa soma 180° e os dois iguais marca D. Geometria de 6º/7º com uma conta só.

O que a turma marcou

A
11,4%
B
19,3%
C
24,2%
D
30,3% gab.
E
14,9%