OMASP · 2026 · 2ª fase

Nível 3 — Ensino Médio — Tarde

Alunos

39.066

Questões

20

Média de acertos

8,6

Perfil deste caderno

Voltado a alunos de maior desempenho no EM, um pouco mais acima do centro do que a Manhã. A Q01 teve cerca de 74% de acerto; várias outras ficaram entre 20% e 40%.

Panorama das questões

QDiscrim.DificuldadeChute% acertoGab.Observação
011,90−0,870,0074DMaior percentual do caderno
020,88−0,430,0058C
031,10−0,010,1457C
043,000,580,1844DC ≈ D (41% vs 44%)
052,440,710,1841C
061,63−0,530,0064E
070,812,220,1327DRótulo “fácil”; B ≈ D
081,71−0,220,1060C
094,000,790,1635E
100,62−0,410,0056CDiscriminação baixa
114,000,880,1936D
124,000,720,1738C
131,471,810,1929E
144,000,770,1938C
153,351,320,1424BC (7,5) ≈ 52%
161,841,190,1733E
173,641,120,0520AA não é a mais marcada
183,400,770,1838C
193,630,670,2848DChute 0,28
204,000,810,2139D

A tabela acima cobre as 20. Abaixo, só os extremos: 4 a melhorar (TRI fraca ou enunciado que puxa para o erro) e 5 que funcionam (o gabarito entra na nota como se espera).

Visualizações

Acertos e nota TRI

Cada vela cobre a amplitude da nota TRI naquele número de acertos (pavio = mínima e máxima; corpo = 1º ao 3º quartil). A linha laranja é a média. Dois alunos com os mesmos acertos podem ter notas diferentes — é isso que a TRI faz.

Acerto por faixa de nota

Cada coluna é um quinto da turma, da nota mais baixa à mais alta. Cor mais escura = mais gente acertou. Uma linha que clareia da esquerda para a direita entra na nota; uma linha quase uniforme quase não separa.

Curva das questões em destaque

Linhas: probabilidade de acerto segundo o modelo 3PL. Pontos: o que se observou em faixas de nota. Tracejado = casos a melhorar; contínuo = casos que funcionam bem.

Quatro casos a melhorar

Não funciona bem aqui quer dizer uma destas coisas: acertar quase não muda quando o nível sobe (a questão pouco entra na nota); a alternativa errada foi a mais marcada (o enunciado puxa para outra leitura); ou o texto/arte admite mais de uma chave.

Q10

Moda do gráfico de desperdício de água

Pede as modas. Gabarito C = “61% e 51%” (~56%). D = “71% e 73%” ~17%. A e E (um só máximo) ~6–9%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação é 0,62: marcar C muda pouco quando o nível estimado sobe. A questão pouco entra na nota, apesar de mais da metade acertar.
  • O gabarito é a moda, mas o acerto não separa quem está mais alto nesta prova — o mesmo padrão da Q10 da Manhã.
  • Duas barras próximas e o gabarito junta dois números. Quem lê só o máximo vai a A ou E. Arte com moda nítida, ou uma única moda.

O que a turma marcou

A
6,3%
B
11,2%
C
55,9% gab.
D
17,4%
E
9,2%
Q07

Área do álbum de figurinhas

Marcada “fácil”. Figurinhas 4 cm × 5 cm com borda. Gabarito D = 2x²+14x+20 (~27%). B = 3x²+20 ~28% — a mais marcada. C ~20%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação é 0,81 e a dificuldade 2,22 (bem acima do centro): acertar cresce pouco com o nível, e o item ficou difícil demais para o rótulo “fácil”. Entra na nota, mas fraco.
  • O gabarito não é a moda: B empatou com D.
  • B e C são polinômios vizinhos — contar laterais vs traseira, ou expandir de outro modo. A figura não fixou o que entra na área. O item mede leitura da arte, não a expansão. Redesenhar com cotas únicas.

O que a turma marcou

A
10,1%
B
27,5% moda
C
19,7%
D
27,2% gab.
E
15,5%
Q15

Média ponderada do Hotel Pitágoras

Pesos 1, 2, 3 e 4 (localização, conforto, limpeza, atendimento). Média ponderada = 7,0 (gabarito B, ~24%). C = 7,5 ~52% — a média *sem* os pesos.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 3,35 é alta: quem marca 7,0 tende a estar mais alto. A questão entra na nota. O problema é o enunciado, não o modelo “morto”.
  • O gabarito não é a moda. Mais da metade parou na média aritmética simples.
  • 7,5 é a conta certa até o penúltimo passo (somar as notas e dividir por 4). Quem usa os pesos marca B; quem ignora os pesos marca C. Destacar “com os pesos”, ou não oferecer 7,5. Sem isso, o item mede se a pessoa leu a palavra “ponderada”.

O que a turma marcou

A
8,2%
B
24,2% gab.
C
51,7% moda
D
10,2%
E
5,6%
Q17

Código com nomes indígenas

Função do 2º grau a partir da tabela; pede a soma a+b+c, que é f(1) = 0 (gabarito A, ~20%). E ~26%, D ~23%, C ~20% — o zero não foi a moda.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 3,64 é alta e o chute 0,05 é baixo: quem chega no 0 tende a estar mais alto. A questão entra na nota. O problema é a chave.
  • O gabarito não é a moda. Quem não decifra se espalha em 4, 7, 10, 12 (valores da tabela).
  • Dois passos (decifrar o código + “soma dos coeficientes” = f(1)), e a resposta 0 compete com restos da tabela. Pedir f(1) por extenso, ou um valor que não seja zero.

O que a turma marcou

A
19,7% gab.
B
12,2%
C
19,6%
D
22,8%
E
25,7% moda

Cinco casos que funcionam bem

Bom aqui quer dizer: acertar fica mais provável quando o nível estimado sobe (a questão entra na nota); a maioria que acerta não parece ter chutado; e as alternativas erradas são a mesma conta, pela metade.

Q01

Eliminatórias europeias

12 grupos: 6 com 4 seleções e 6 com 5. Total: 6×4 + 6×5 = 54 (gabarito D, ~74%). Alternativas: 21, 36, 48, 54, 72.

Por que é um item bom na TRI

  • A discriminação 1,90 está na faixa nítida: a probabilidade de marcar 54 cresce quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • O chute é 0: o modelo não trata o acerto como sorte. Quase três em quatro marcaram D — a leitura pretendida foi a da turma.
  • 48 é tratar todos os 12 grupos como se tivessem 4; 72, como se tivessem 6. São o mesmo tipo de conta, incompleta. Quem faz os dois tamanhos marca D; quem uniformiza o tamanho cai numa alternativa vizinha. Isso é o que se espera de um item que mede exatamente essa operação.

Percentual alto (74%) não é defeito aqui: neste caderno a questão ficou mais fácil que o centro (dificuldade −0,87). Serve para quem está abaixo da média do grupo ainda ter um item em que acertar ou errar move a nota, em vez de um bloco inteiro só no difícil.

O que a turma marcou

A
7,8%
B
8,1%
C
6,1%
D
74,0% gab.
E
3,9%
Q06

Câmbio do florim

Souvenir de 15 dólares, pago com 20; troco em florim (1 USD = 1,82 Cg). Troco: 5×1,82 = 9,10 (gabarito E, ~64%). Alternativas: 2,75, 3,64, 5,00, 6,82, 9,10.

Por que é um item bom na TRI

  • A discriminação 1,63 está na faixa nítida: marcar 9,10 fica mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • O chute é 0. Quase dois em três marcaram E — a leitura pretendida foi a da turma.
  • 5,00 é o troco ainda em dólar (parar um passo antes). 3,64 é 2×1,82 (câmbio de outro valor). Quem converte os 5 dólares marca E; quem esquece o câmbio ou muda o 5 cai numa vizinha. É proporcionalidade direta, com o erro clássico de unidade.

Também ficou mais fácil que o centro (dificuldade −0,53). Serve para a parte do grupo abaixo da média ainda mover a nota.

O que a turma marcou

A
5,6%
B
9,9%
C
9,7%
D
10,7%
E
64,2% gab.
Q08

Circunferência da moeda

Moeda circular de diâmetro 27 mm; π = 3,1. Comprimento: 3,1×27 = 83,7 mm (gabarito C, ~60%). Alternativas: 30,1, 41,9, 83,7, 167,4, 186,0.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação 1,71: a probabilidade de marcar 83,7 cresce quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • Cerca de 60% no gabarito — é a moda.
  • 41,9 é π vezes o raio (13,5), não o diâmetro. 167,4 é o dobro da circunferência. Quem usa C = π×diâmetro marca C; quem troca raio e diâmetro marca B. Geometria escolar com uma fórmula só.

O que a turma marcou

A
14,1%
B
11,8%
C
60,4% gab.
D
8,9%
E
4,8%
Q12

Palco / tapumes (área máxima)

Palco retangular com tapumes; a área máxima dá 288 m² (gabarito C, ~38%). Alternativas: 144, 256, 288, 512, 576.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação no máximo (4,00): marcar 288 fica bem mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota com peso.
  • O gabarito é a moda (~38%). 144 (~24%) e 256 (~22%) vêm atrás — um lado ou a metade, não uma segunda chave.
  • Quem monta a quadrática da área e acha o máximo marca C; quem para numa dimensão marca A ou B. Percentual 38% é olimpíada no médio; o modelo ainda separa com clareza.

O que a turma marcou

A
23,9%
B
21,5%
C
38,1% gab.
D
8,6%
E
7,9%
Q14

Altura do Cantareira

Paralelepípedo 6,0 km × 2,5 km, volume equivalente a 1 008 bilhões de litros. Altura entre 51 e 100 m (gabarito C, ~38%). Faixas: 10–20, 21–50, 51–100, 101–200, 201–300.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação no máximo (4,00): cair na faixa certa fica bem mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota com peso.
  • O gabarito é a moda (~38%). As outras faixas ficam cada uma entre ~13% e 18%.
  • Errar a conversão km → m ou litro → m³ empurra a altura para a faixa de baixo ou de cima. Quem alinha as unidades chega em ~67 m (faixa C). Conversão de grandezas com uma resposta só.

O que a turma marcou

A
13,5%
B
14,9%
C
38,5% gab.
D
17,9%
E
15,2%